terça-feira, 29 de setembro de 2009

Metamorfose Ar (Música)

Brisa,
sopra e avisa o vento
que a qualquer momento
ele tem de respirar...

Vento,
corre e diz pro mundo
que a cada segundo
o tempo vai mudar...

Tempo,
muda de repente,
desce e passa rente,
num rasante, toca o chão...

Brisa
vira tempestade
vento de verdade
é sempre furacão...

Gira o mundo
e o mundo gira
e a gente respira
vai buscar a inspiração

Mundo gira
e gira a Terra
e a gente berra
querendo voar!

E alça vôo
no céu cinzento
dando as mãos pro vento
cirandando a imensidão...

Tempestade
que assobia
quando raia o dia
é brisa a beira-mar...

Brisa sopra e avisa o
Vento corre e diz pro
Mundo gira e a Tempestade
cansa e vira
Brisa sopra e avisa o
Vento corre e diz pro
Mundo gira e a Tempestade
cansa e vira...
Brisa...

(Rodrigo Sestrem)

domingo, 20 de setembro de 2009

Marco Zero (Música)


Vê bem, menina...
Não que eu queira convencer de nada,
nem de nada vale o velho sonho...
Sonho velho mofa e desbota,
isso quando não acorda babando e
dizendo palavrões...

Apenas busco o Marco Zero,
apenas quero a marca d'áqua
que me afogue as marcas
que ainda não cicatrizaram nada...

Vê bem, menina...
Não quero o beijo nem o olho claro,
nem desejo o gosto doce que ainda sinto...
Sinto apenas que ainda falta
um sorriso sem pressa nem vontades,
sobrando alguns perdões...

Apenas busco o Marco Zero,
apenas quero a marca d'água
que me banhe os olhos
que ainda não secaram nada...

Vê bem, menina...
Não quero aquela bailarina de rua,
Ana Lua, ou as russas que choram...
Choro apenas um segundo,
no seguinte sou brincante maltrapilho,
mudo e olhando você...

Apenas busco o Marco Zero,
apenas quero a marca d'água
que me lave o tempo
que ainda não parou pra nada...

(Rodrigo Sestrem / Gustavo Henrique)

domingo, 13 de setembro de 2009

Ciranda Gigante (Música)

Pra quê
lembrar valentia,
se a minha poesia
ficou com você?

Pra quem
importa se um dia
a estrada em que eu ia
partiu de você?

Eu vi
ciranda gigante
diante da praça
em frente ao jardim

E eu,
sozinho, pedia
que a sua folia
dançasse pra mim...

É que eu espero
que qualquer dia
minha poesia seja parte de você...

E ainda quero
que a tal valentia
se entregue à folia
mesmo sem saber por quê...

Pra quê
importa se um dia
a estrada em que eu ia
ficou com você?

Pra quem
lembrar valentia:
a minha poesia
partiu de você.

Eu vi!
Sozinho, eu pedia
a sua folia
em frente ao jardim.

E eu,
Ciranda Gigante,
diante da praça
dançava pra mim...

É que eu espero
que qualquer dia
minha poesia seja parte de você...

E ainda quero
que a tal valentia
se entregue à folia
mesmo sem saber por quê...


(Renato Luciano / Rodrigo Sestrem)

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Vestiário

Era um jogo?
Só um jogo?
Sério?
Juro que não sabia...
E eu pensando que era simples,
natural, respiração...
Não! Era cálculo,
era estratégia, era ensaiado!
Como é que se brinca assim?
Sinceramente, não sei...
Não gosto de Darwin!

Ainda não te entendi,
não saquei a tua!
Parece uma rua deserta com sinal vermelho,
e ninguém passa porque não...
mas pra apostar corrida,
vale até no verde!

Quais palavras foram ditas sem palavras?
Em que frases não existem entrelinhas?
Abaixo os subtextos!
Gosto das conversas das crianças!
"Tô com fome!"
"Você é feio!"
"Deixa a luz acesa?"

De que vale a inteligência
quando ultrapassa o peito?
Feitiço contra o feiticeiro,
burrice travestida,
amor no canto de castigo...

A vida é o solo de sax na música do Gil...

Assim, não ouço o apito do juiz...

(Rodrigo Sestrem)