domingo, 31 de janeiro de 2010

Lua Azul (Música)

Não diz mais nada
deixa ela chegar...
Que a noite é fada
tentando voar
deixando no ar
suas estrelas de condão...

Fecha os teus olhos
Juro que ela vem!
Se a noite é longa,
o sonho é mais além...
e eu sonho também,
sem soltar da tua mão.

E no teu sono, vai com fé!
Lá pode tudo o que quiser...
Mas, de repente,
vais sentir, contente,
minha voz e um cafuné...

Não olha ainda,
ela apareceu...
A noite é linda,
e hoje ela nos deu,
pra você e eu,
uma lua azul no céu.

(Rodrigo Sestrem)

domingo, 24 de janeiro de 2010

Segredo

Trouxe a chave?

Tá trancado faz tempo...
Já até tentaram arrombar, mas não teve jeito...
Tenta aí...
Não é a chave não...
Desiste.

...

Trouxe a chave?

Nem tenta, que essa não vai dar!
Tenho certeza sim... é de outro tipo, tá vendo?
Desiste.

...

Trouxe a chave?

Essa parece que serve...
Tenta aí... pode ser que funcione...
Nem...
Desiste.

...

Trouxe a chave?

Não?
Entendi...
Você já sabia que a porta tava aberta?

Entra... a casa é tua... o peito é teu...

(Rodrigo Sestrem)

quarta-feira, 6 de janeiro de 2010

Assumindo a autoria

"A brisa do mar vem calma
e traz a saudade no amanhecer
de um dia que não lhe encontro mais aqui..."

Mas fui eu quem soprou a brisa,
e com ela mandei a saudade
que é gêmea da que ficou comigo...
e o amanhecer, eu pintei pra você
na tela de um dia
em que descobri
que estamos juntos
e pronto...

Você não me encontrou
porque procurou fora...

Dá uma olhada aí dentro...

(Nanã - Rô)

sexta-feira, 1 de janeiro de 2010

Roda

E a roda começa...
Começa?
Mas se a roda não pára, como é que se explica?
De repente, o começo é continuação...

E gira a menina,
e gira a mulher,
e gira o flautista,
num sopro tornado, tufão

Gira, Tempo!
Gira sempre, mesmo que eu reclame!
Afinal, que que eu sei?
Não fosse você,
nem chegaria a ter de quem sentir essa saudade...
A roda não pára...
O verso não pára...
A rima é roda gigante, vazia,
que se enche quando alguém a lê...

A roda não pára,
Saudade só gira,
tonteia meu peito
e me diz pra gritar

E o grito, girando,
rodando no mundo,
talvez te atinja
e te faça girar...

Teus olhos que giram,
reviram, pedintes,
seriam duas luas
fingindo faróis

E eu, refletindo,
teria o requinte
de trazer pra rua
duas luas, dois sóis

E a roda não pára!
E o tempo não pára!
Você nem repara
que eu já me perdi...

Fui, tonto, sorrindo,
entregue à fogueira
mirando a guerreira
mais linda que vi...

E a roda termina...
Termina?
Mas se a roda não pára, como é que se explica?
De repente, o fim é continuação...

(Rodrigo Sestrem)