O mundo meu velho é um velho distinto
E em cada lugar ele se representa
Se é sujismundo ele não se contenta
E sabe se é seco, suave ou tinto
O vinho que rega pra não ser extinto
Nas margens que crescem formando a parede
O mundo mais novo deitava na rede
Agora sem rede, nem peixes, nem rio
O mundo já sofre com o novo sombrio
Que espalha o consumo sem mesmo ter sede
O mundo, seu moço, foi moço algum dia,
E os dias passavam olhando no olho
a terra, um banquete, e os mares, o molho,
a mesa repleta que a fome sacia.
O vinho que rega pra dar alegria
nas margens que crescem formando o futuro
O mundo, já velho, te encara do muro
e anda sozinho, nas ruas, na esquina,
É o Louco da Praça, que em versos te ensina
que o suor do Tempo é o vinho mais puro.
(Maviael Melo - Rodrigo Sestrem)
Nada me limita...
17 horas atrás

2 comentários:
Tente cantar o ritmo !
Encanto de rimas.
Adorei
"O mundo, seu moço, foi moço algum dia"
E pra nós, que ainda somos tão novos, um feliz ano novo, nesse mundo tão velho! :)
Beijos!
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