Eu,
Desesperadamente quis
Viver a vida por um triz,
Roubar os sinos da matriz
com meu cavalo alado!
Contorcido, desenhado,
naquele papel de pão a giz...
Eu,
Inconsequentemente quis
Ser o Quixote de um país
Cujos moinhos eu que fiz,
sem água, ou pás, nem prado!
Esquecidos, rabiscados,
naquele papel de pão a giz...
Eu,
Que a todos desafiei...
Eu
confesso: não pensei
que quem escrevera a lei
nos livros do passado
fora o próprio condenado!
Eu,
Que em tudo acreditei...
Eu
confesso: nada sei...
Quisera ser um rei,
um príncipe encantado...
Do reino que herdei,
acabei sendo soldado.
(Taís Salles - Rodrigo Sestrem)
Palhaça Carnaval Quaresma.
1 dia atrás

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