domingo, 26 de fevereiro de 2012

Espera

A Espera é o olhar na mata densa
Tudo vê, tudo mede e nada move
Vira terra molhada quando chove,
Quando é sol, vira nuvem e se condensa.
É uma fera que não age nem pensa:
só reage ao momento mais propício!
Se é afoita, arrisca o precipício...
Se é lenta, amarga outra fome...
A Espera garante o que consome
Se conhece e controla o próprio vício.

(Rodrigo Sestrem - 20/01/12)

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