domingo, 1 de janeiro de 2017

Mudança

Outra pena escreve, hoje, meus versos
Outras mãos, outros dedos os digitam
Outro peito retumba outro batuque
Outros pés, sem controle, se agitam.
Agradeço bastante a quem eu era
Mas Verão atropela Primavera
quando o Sol já tá pronto pra reinar
O Poeta que fui valeu a pena
Mas o que me tornei já tá em cena
pra, acima de tudo, improvisar.

O menino virou pai, virou homem,
A semente tomou forma e surgiu!
Num final de um Setembro ainda tão perto
Minha infância insistente enfim partiu.
O Amor me chegou no olhar atento
Eterno disfarçado de Momento
Pra vir me ensinar um novo caminho
Onde o sonho é melhor sonhado junto
Quando o silêncio é o melhor assunto
Foi-se embora a ilusão de ser sozinho.

(Rodrigo Sestrem)

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